Vôos longos, apertados, em que os passageiros permanecem imóveis nos assentos, podem até matar. O risco é que seja desencadeada a “síndrome da classe econômica”, uma espécie de trombose vascular. A doença tem esse nome porque a maior incidência de casos tem ocorrido em vôos da classe econômica, em que os passageiros permanecem sentados por muito tempo sem movimento das pernas.

A trombose tem origem no fato de o passageiro passar muitas horas no apertado espaço da poltrona, praticamente sem movimentar-se, segundo informação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular da regional de São Paulo. Segundo eles, ficar sentado por muito tempo torna a circulação sangüínea mais lenta, aumentando a pressão venosa nas pernas e possibilitando a formação dos coágulos, que podem se deslocar e atingir o pulmão, o que pode causar morte súbita por embolia. Uma solução seria o uso da meia elástica, que ajuda a comprimir a musculatura, e exercícios constantes com os pés durante o vôo.

A cartilha “Guia de Esclarecimento” sobre a síndrome da classe econômica da Associação Médica Brasileira é distribuída nos dez principais aeroportos brasileiros. Quase todos os aeroportos internacionais participam da campanha de esclarecimento: dois de São Paulo (Congonhas e Cumbica), dois do Rio de Janeiro (Santos Dummont e Antônio Carlos Jobim, antigo Galeão), Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

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